Como me orgulho de gritar ao mundo
o que meu coração sente e a alma exalta
faço compasso de espera e respiro fundo
tendo-te por amigo, nada mais me faz falta
Sou feliz desde a hora em que te conheci
sou mais rico pela tua constante presença
em ti, algo de maravilhoso, eu descobri
esse teu modo singular marca a diferença
Sei que posso contar contigo na desgraça
a reciprocidade também existe deste lado
nem só nas horas boas foste comparsa
também estiveste no instante complicado
Em teus braços encontro porto de abrigo
dás-me a necessária segurança de aço
estou abençoado por te ter como amigo
e desta linda amizade eu não me desfaço
Ainda que na segunda pessoa eu insista
este poema não é para ninguém particular
a quem servir esta pele, então que a vista
o poema é para quem assim se identificar
quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009
terça-feira, 8 de Dezembro de 2009
Guerreira
Quando chegares ao fim da tua cruzada
faz por pensar em mim e em mais nada
imagina o meu sorriso pelo teu sucesso
afasta de ti tudo o que te deixa magoada
protege bem a vida que te foi destinada
vive um dia de cada vez, sem excesso
Quando te sentires sozinha ou desertada
não tenhas pena, não foste abandonada
tens amigos no mundo que zelam por ti
pensa que neste instante és uma felizarda
por estares, profissionalmente, realizada
diz em voz alta: Foi por isto que me bati!
E se a saudade aparecer de madrugada
fecha-lhe a porta, recusa-lhe a entrada
medita nos bons momentos da tua vida
verás que esta fase nem é complicada
para os obstáculos, estás bem preparada
e eu sei que és uma guerreira destemida
faz por pensar em mim e em mais nada
imagina o meu sorriso pelo teu sucesso
afasta de ti tudo o que te deixa magoada
protege bem a vida que te foi destinada
vive um dia de cada vez, sem excesso
Quando te sentires sozinha ou desertada
não tenhas pena, não foste abandonada
tens amigos no mundo que zelam por ti
pensa que neste instante és uma felizarda
por estares, profissionalmente, realizada
diz em voz alta: Foi por isto que me bati!
E se a saudade aparecer de madrugada
fecha-lhe a porta, recusa-lhe a entrada
medita nos bons momentos da tua vida
verás que esta fase nem é complicada
para os obstáculos, estás bem preparada
e eu sei que és uma guerreira destemida
sábado, 5 de Dezembro de 2009
Mulher coragem
Rituais penosos que revoltam
os gritos mudos que se soltam
ai! Este silêncio ensurdecedor
sonhos de felicidade roubados
princípios morais adulterados
sem vergonha do perpetuador
Sentimentos apenas explicados
por quem viveu maus bocados
sem ombro qu'aceite a verdade
medos que só os medos exortam
medos gastos que ainda voltam
provocando medos de ansiedade
Palavras nefastas que degolam
são como fogo lento e imolam
pura vileza, acto de sabotagem
medos eternos à alma colados
numa voz sem medo, revelados
grito d'alerta, mulher coragem
Este poema é dedicado à escritora ANTÓNIA SERAFIM, uma mulher coragem.
os gritos mudos que se soltam
ai! Este silêncio ensurdecedor
sonhos de felicidade roubados
princípios morais adulterados
sem vergonha do perpetuador
Sentimentos apenas explicados
por quem viveu maus bocados
sem ombro qu'aceite a verdade
medos que só os medos exortam
medos gastos que ainda voltam
provocando medos de ansiedade
Palavras nefastas que degolam
são como fogo lento e imolam
pura vileza, acto de sabotagem
medos eternos à alma colados
numa voz sem medo, revelados
grito d'alerta, mulher coragem
Este poema é dedicado à escritora ANTÓNIA SERAFIM, uma mulher coragem.
sábado, 28 de Novembro de 2009
Estações da vida
O solstício da minha vida
passou por mim
como uma sombra fugidia.
Ocultou-se anónimo
nos becos e vielas mais escuros
longe do meu olhar
faminto de luminosidade.
O meu Verão
teve temperaturas amenas
e brisas frescas
tornando insignificantes
todos os meus mergulhos
no Oceano dos sentimentos.
Agora vivo no equinócio
embrulhado numa coberta de solidão
que não afasta o frio.
Neste meu Outono precoce
vejo impotente
a queda das folhas caducas do amor
e vivo na saudade
de um tempo que não vivi.
segunda-feira, 23 de Novembro de 2009
Contra imposições
Fui pintado
com cores que não são minhas
o meu brilho foi adulterado.
Fosse eu outro
e ter-me-ia ofuscado
na minha própria luz.
Coloriram-me cintilante
numa luminosidade atroz
que não me convém.
Os tons de que me visto
são do meu catálogo particular.
Tintas fabricadas por mim
que só em mim caem bem.
Acalentaram em mim
um incêndio que desconheço
com lenha bravia
ceifada de bosques inóspitos.
O lume que de mim irradia
tem calor próprio
é puro e natural.
A chama soprada do meu interior
provém da fogueira que ateei
e o fogo que sai de mim
só eu o posso alimentar
ou extinguir.
Cristalizaram a fonte
de onde jorra a minha seiva
e deram-lhe a pureza que não tem.
Incentivaram novas correntes e marés
ao sabor de tempestades que não são minhas.
O sangue que me corre nas veias
flui ao ritmo da minha vida
na cadência que melhor me serve
em harmonia com o meu sentir.
Por mais ondas de cores quentes
que queiram impor no meu oceano
só eu tenho acesso à torneira
que rega o meu Ser.
Por mais vagas de claridade
que queiram impingir no meu mundo
só eu consigo ligar
o interruptor que me dá luz.
Por mais labaredas vivas
que me tentem acender
só eu posso inflamar
a salamandra que me aquece.
domingo, 22 de Novembro de 2009
Ad eternum
Para mim é bem claro
tão nítido como água cristalina
que o momento mais feliz da minha vida
foi também o mais triste e desolador.
Ambiguidade com alguma coerência
esta que se afigura inexplicável
mas tão real como o sofrimento.
Na felicidade de uma certeza
a rigidez da inevitabilidade
de uma dolorosa separação.
Na convicção de um amor
a desilusão de um mutismo.
Na crença de um sentimento
uma aceitação silenciosa
anulada pela caducidade temporal.
Mea culpa ad eternum.
quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
Nesse dia
Num dia como tantos outros
de céu limpo e Sol brilhante
acampei o meu corpo
junto às margens do lago.
Nesse dia igual a tantos
acostado a uma rocha
embrenhei-me na leitura
de um livro esquecido.
Folheei cada página
com entusiasmo de criança
numa entrega incondicional.
Apenas me servi da visão
desliguei os demais sentidos.
Sem som que me distraísse
ou cheiro que me cativasse
sem sensibilidade no toque
e entregue ao mutismo
vi as maravilhas da palavra
com estes olhos predadores.
Nesse dia sem paralelo
alheado do mundo
repeli os sentimentos
afastei de mim o Ser pensante.
Nesse dia fui feliz.
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