Sozinho no meu canto
Que não é secretoLiberto o meu pranto
E também me liberto
Dou asas ao sentir
E sinto-me em paz
Do pranto vou emergir
E voltar a ser audaz
De mim próprio sou réu
Sem ter culpa formada
Escapar-me-ei do breu
Iniciarei nova jornada
Lutarei contra o mundo
Num combate final
Nem novo golpe profundo
Me poderá fazer mal
Mesmo com nova cicatriz
Não sairei magoado
Sou como o destino quis
Pela vida fui marcado
Já sarei muitas feridas
Recebi imensas facadas
Que nas costas recebidas
São pequenos nadas
Uma vida em aprendizagem
Aprender até morrer
Viver a vida com coragem
É sinal de saber viver
Da luta não vou fugir
Nem tão pouco recuar
Da adversidade vou rir
Contra o medo vou lutar
Neste combate individual
Não há nenhum aliado
Nem vejo um só sinal
De estar acompanhado
Nada correrá para o torto
Pois em mim tenho fé
Mesmo que acabe morto
Saberei morrer de pé
Poema extraído do meu livro AMADOR DO VERSO - Temas Originais - 2010





