segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Vida (inédito)


 
Se a vida não o é sem existir amor
ao qu'até agora vivi não chamo vida
por do sentimento ter andado fugida
e negar sentir-lhe o gosto e o sabor.
 
Se viver é pouco mais que ser um sofredor
e da paixão jamais sofrer arremetida
nem conhecer aquela que foi prometida
então vida nada mais é que constante dor.
 
Se nada mais resta na vida senão sofrer
e as dores sentidas forem a minha sina
qu'as lágrimas vertidas sejam o meu fado.
 
O que o destino tem para m'oferecer
suportarei em cada rua, viela, esquina
até que a vida por mim tenha passado.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Única certeza (inédito)

Quis a vida que tudo tivesse um fim
a tal desejo não se impõe vontade
apesar da tristeza e da saudade
o destino ditou, afastou-te de mim.
 
Se nas estrelas estava escrito assim
e trocam o amor por afinidade
resta a lembrança, preciosidade
dessa tua pele suave como cetim.
 
Se para nós foi este o desenlace
e nada mais nos sobra que memória
aceito a sentença e não reclamo.
 
Eu sei que por muitos planos que se trace
não depende de nós a nossa história
a única certeza é que te amo!

 

 

 

 

domingo, 27 de novembro de 2011

Nosso Fado (inédito)

Numa sala cheia de fumo e gente
quando o silêncio a nós se agarra
ouve-se o trinar de uma guitarra
ouve-se a voz do fado comovente.

Numa cadência certa e imponente
o fadista clama poesia com garra
a viola acompanha-o nesta farra
fado! Qual dos dois mais o sente?

Cantiga boémia, bem portuguesa
bandeira de uma nação tamanha
pátria da melancolia, da saudade.

Cantiga triste mas cheia de beleza
voz dum povo que a vida amanha
nosso fado, filho da portugalidade.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

caminhos cruzados c/ mafalda ferreira

Na indefinição de um caminho
segue a luz da estrada
o lado mais escuro guarda medos
e sombras revelam segredos.

Tens um momento de vida
horas que se apagam
versos rasgados
e poemas sem rasto.
Resta um só caminho
e um coração gasto.

Tempo também é gente
caminha calado
e queima retratos
segue caminhos trocados
em tentativas de traçar rumos errados.

Quantos destinos são incertos
a quantos damos razão
e em passos que não demos
escolhemos a solução.

Minutos são eternidade
segundos rasuras do tempo
que foge e confunde
uma consciência inocente.
Falta de noção da realidade
ou sonhos que dão em nada?

O tempo apunhala e fere
passados sem glória
dando vida a mágoas vãs.
Derrotas são memórias
que a lembrança guarda como vitórias.

IN - LICENÇA POÉTICA - EMANUEL LOMELINO - LUA DE MARFIM

sábado, 15 de outubro de 2011

Licença poética - convite

Após praticamente um ano de grande dedicação e trabalho, eis a razão maior da minha quase ausência total dos blogues. A todos os amigos e amigas, aqui fica o convite para o lançamento do meu terceiro livro:

O autor EMANUEL LOMELINO e a editora LUA DE MARFIM, têm o grato prazer de convidar para a sessão de lançamento do livro LICENÇA POÉTICA [duetos lomelinos]
O evento terá lugar no próximo dia 22 de Outubro às 19 horas no Auditório do Campo Grande, 56, em Lisboa.
Obra e autor serão apresentados por José Luis Outono
Este evento contará com a actuação da banda Smente
A entrada é gratuita.