Nas sombras do recato
deste-me a tua mão
despida de adornos.
Entrelaçámos os dedos
e na macieza do meu toque
senti o contacto da tua pele
que é minha.
No sabor dos teus lábios
encontrei os postigos dos meus olhos
e cego de sentidos
vislumbrei o teu corpo nu.
Na sonoridade do teu desejo
descobri a dor prazerosa
de te possuir inteira
sem te ter.
Mas certo da redenção
no azul das tuas curvas
ressuscitarei.

