sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Despedida (inédito)

É horrível o que tenho para te dizer
sei que dizê-lo eu já deveria ter feito
perdoa-me não encontro melhor jeito
nem forma mais suave de o fazer

a tua imagem continua a esvaecer
nada mais és que, do amor, conceito
perdão peço por não ser perfeito
e agora de ti me estar a esquecer

mas a vida, traiçoeira, assim quis
que encontrasse o que procurava
após longos anos de vil solidão

vou aproveitar para ser muito feliz
finalmente tenho o que me faltava
uma mulher que me deu seu coração

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

VIDA (inédito)

Tantos poemas já escrevi sobre a vida
e muitos mais ainda tenho de escrever
porque dela há sempre algo a aprender
e apenas assim vale a pena ser vivida

Palavras de carinho e de fúria contida
tanto choro, tanta alegria, tanto sofrer
tanta questão que fica por responder
somente uma ou outra foi respondida

Por mais que pense que tudo foi dito
logo aparece algo que me diz que não
e a dúvida persiste e assim continua

É um tema inesgotável, agora acredito
a vida está em permanente evolução
e o mistério, a própria vida perpetua


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A viagem (inedito)

Aqui fala o piloto, vosso comandante
vamos dar início a mais uma viagem
apertem os cintos para a descolagem
preparem-se para um voo alucinante

Dou-vos um pequeno aviso importante
não está prevista qualquer paragem
só no regresso faremos a ancoragem
garanto-vos um passeio interessante

São várias as saídas de emergência
só as usaremos por falta de sorte
por agora vamos mantê-las seladas

Por nosso bom costume e decência
eu serei vosso titulo de transporte
minhas costas já foram obliteradas



sábado, 2 de julho de 2011

Menino grande

Pé no chão duro, pé na lama
menino grande não reclama
e assim vai direito à escola
sem sapatinho ou sapatilha
muito quilómetro palmilha
com os livros numa sacola

Menino grande é só menino
alto p'rá idade o pequenino
já conhece a dura realidade
só sabe caminhar descalço
evitando dar passo em falso
menino adulto para a idade

Menino grande é só criança
é pobre mas tem esperança
que tudo ainda vai melhorar
acredita que chegará o dia
em que conhecerá a alegria
de ter sapatos para o calçar

Um dos cinco poemas da minha participação na antologia POR UM SORRISO, cujas receitas da venda revertem para a instituição social AJUDA DE BERÇO.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Familia feliz

Se as provas fossem necessárias
Aqui estou eu para vos mostrar
No meu despretencioso versejar
Algumas pessoas extraordinárias

Por nada em troca são solidárias
Basta um sorriso para as alegrar
E deram tudo o que podiam dar
Pessoas reais em todas as áreas

Por existirem o mundo enriquece
Por serem como são, rico eu sou
E na riqueza da amizade sou fiel

Quem tem memória não esquece
A familia que tão bem me tratou
Jorge, Carmen, Ricardo e Samuel

Beijos e abraços lusos para os Alpes