Mais um dia acaba, ó rotina extenuante
tudo foi igual, sem novidade relevante
eis a sina cruel de quem faz pela vida
num ritmo diabólico, direi alucinante
um corpo dorido, uma dor dilacerante
e uma alma vazia há muito esquecida
Mais um dia acaba, em tudo rotineiro
o último minuto idêntico ao primeiro
nada de novo no reino da Dinamarca
e isto porquê? Pelo precioso dinheiro
que mal chega, logo parte sorrateiro
por isso a riqueza nos bolsos é parca
Mais um dia acaba e a solidão aparece
estado d'alma que nunca me esquece
e que teima ser a minha companheira
e os dias passam e o corpo envelhece
mais uma ruga, o cabelo embranquece
e a mente prega partidas, traiçoeira!
Mais um dia acaba e a surpresa vem
quando do nada me apareceu alguém
que me acarinha, então volto a sorrir
um mero gesto a valer mais de cem
tremenda a amizade que ele contém
e da qual jamais poderei prescindir
Mais um dia acaba e foi um bom dia
confesso que melhor eu não pediria
para trás das costas ficou a amargura
há gestos encantadores, viva a magia
que o gesto de amizade me propicia
e enche este meu coração de ternura
Mais um dia acaba e eu não esqueço
que uma bela amizade não tem preço
e não se paga por carinho e simpatia
esta camaradagem só está no começo
e como as amizades jamais agradeço
retribuo o teu gesto com esta poesia
Este poema é dedicado à minha querida amiga REGINA RAGAZZI pelo gesto carinhoso e simpático que teve comigo no dia de hoje.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
domingo, 29 de agosto de 2010
Não há poeta
Não há poeta cuja mão não trema
ao dar vida à sua própria criação
só um poeta vocifera e blasfema
na sempiterna busca da perfeição
Não há poeta que use por emblema
falta de génio, de alma e de razão
porque a poesia jamais será dilema
mesmo nos versos sem expressão
Não há poeta que renegue a poesia
e tampouco quem dela se desfaça
por mais que a palavra diga o oposto
Não há poeta que creia ser heresia
dizer: O poema é filho da desgraça
e um poeta só o pode ser por gosto
ao dar vida à sua própria criação
só um poeta vocifera e blasfema
na sempiterna busca da perfeição
Não há poeta que use por emblema
falta de génio, de alma e de razão
porque a poesia jamais será dilema
mesmo nos versos sem expressão
Não há poeta que renegue a poesia
e tampouco quem dela se desfaça
por mais que a palavra diga o oposto
Não há poeta que creia ser heresia
dizer: O poema é filho da desgraça
e um poeta só o pode ser por gosto
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Traição
Tenho um músculo traidor no peito
que toda a vida pensei me fosse fiel
acabou por demonstrar ser imperfeito
na sua batida regular mas vil e cruel
Foi tremendo o dano e atroz o efeito
mais marcante que cicatriz na pele
não sei se da surpresa ficarei refeito
pois a traição sempre me soube a fel
As lições que a vida me dá, eu aceito
e o destino não se recusa nem repele
se ele assim traiu, está no seu direito
e afinal de contas é esse o seu papel
Mas tenho de denunciar esta traição
cometida por um músculo; o coração
que toda a vida pensei me fosse fiel
acabou por demonstrar ser imperfeito
na sua batida regular mas vil e cruel
Foi tremendo o dano e atroz o efeito
mais marcante que cicatriz na pele
não sei se da surpresa ficarei refeito
pois a traição sempre me soube a fel
As lições que a vida me dá, eu aceito
e o destino não se recusa nem repele
se ele assim traiu, está no seu direito
e afinal de contas é esse o seu papel
Mas tenho de denunciar esta traição
cometida por um músculo; o coração
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Sem perdão
Mesmo distantes, no tempo e no espaço
bem vivas, mantém-se as memórias de ti
entretenho o meu rosto no teu regaço
que só foi meu porque um dia eu parti.
Grito ao mundo - Amo-te! - sem embaraço
e quantas mil vezes, de te ter, eu desisti
fico na saudade de te guardar num abraço
apenas miragem do corpo que não senti.
Vivo na ilusão de um amor; eterno cansaço
mas não deixei de te amar, tal não permiti
deste sonho de amor não me desembaraço
apenas me acuso de um amor que omiti.
E por calar um amor sofro de vil solidão
silêncio covarde que não merece perdão.
bem vivas, mantém-se as memórias de ti
entretenho o meu rosto no teu regaço
que só foi meu porque um dia eu parti.
Grito ao mundo - Amo-te! - sem embaraço
e quantas mil vezes, de te ter, eu desisti
fico na saudade de te guardar num abraço
apenas miragem do corpo que não senti.
Vivo na ilusão de um amor; eterno cansaço
mas não deixei de te amar, tal não permiti
deste sonho de amor não me desembaraço
apenas me acuso de um amor que omiti.
E por calar um amor sofro de vil solidão
silêncio covarde que não merece perdão.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Sentimentos que calei
Pudesse eu o passado alterar
e riscar o que não me satisfaz
refazendo tudo sendo audaz
ao passado eu queria regressar
Pudesse eu a cobardia eliminar
se de tal proeza eu fosse capaz
então recuaria alguns anos atrás
e de amor teria muito que falar
Como no tempo não sei mexer
ao passado eu jamais voltarei
e o destino não posso inverter
Soubesse então o que hoje sei
o que sinto nunca iria esconder
como os sentimentos que calei
e riscar o que não me satisfaz
refazendo tudo sendo audaz
ao passado eu queria regressar
Pudesse eu a cobardia eliminar
se de tal proeza eu fosse capaz
então recuaria alguns anos atrás
e de amor teria muito que falar
Como no tempo não sei mexer
ao passado eu jamais voltarei
e o destino não posso inverter
Soubesse então o que hoje sei
o que sinto nunca iria esconder
como os sentimentos que calei
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