sábado, 13 de fevereiro de 2010

Poema que nasce * - CENTÉSIMO POEMA PUBLICADO NESTE BLOGUE

O poema nasce, eu nada posso fazer
palavras simples, que o tempo urge
nada mais resta, tenho de escrever
em papel mais este poema que surge

A caneta dá um corpo à minha poesia
que brota de uma fonte inesgotável
bela forma de começar um novo dia
haverá outro modo mais agradável?

Desperto com a mente em turbilhão
começo a ortografar logo em jejum
assim me é ordenado pela inspiração

As palavras esbarram nas suas rimas
obstáculos, nunca vislumbro nenhum
além ficam os epítetos "obras primas"

* este é um dos poemas que compõe o meu primeiro livro AMADOR DO VERSO e que foi lido na apresenteação pelo poeta ANTÓNIO BOAVIDA PINHEIRO 

A TODOS OS QUE ESTIVERAM PRESENTES O MEU OBRIGADO.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Quando...

Quando a tristeza abraça a tua vida
e nada mais vês além de escombros
pensa que aqui encontrarás guarida
no aconchego destes meus ombros

Quando o mundo parece desmoronar
e dificilmente encontras uma saída
pensa no amigo que te pode amparar
sem exigir de ti uma só contrapartida

Quando tudo se assemelha a desgosto
e só pensas no pior, só queres desistir
lembra-te de limpar o teu belo rosto
há aqui alguém que te quer ver sorrir

Quando a vida é um grande embaraço
e o calor do dia dificilmente te aquece
basta dares um sinal, terás um abraço
deste teu amigo que nunca te esquece

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Dia D

Que calma é esta que se instalou
não sinto uma ponta de ansiedade
estou tranquilo, essa é a verdade
a serenidade veio e em mim ficou

Sempre pensei que seria diferente
bem mais nervosa a minha reacção
sem euforias, digo: Estou contente!
mas plácido, sem grande apreensão

Até parece que já sou um veterano
habituado a viver estas andanças
centro das atenções, primeiro plano

O que pensar disto não sei ao certo
e de o saber não tenho esperanças
quanto ao dia D, já está tão perto!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Um toque

Um toque de pele, toque fortuito
meu corpo estremeceu de arrepio
aqueci e entrei em curto circuito
algo que este corpo nunca sentiu

Um toque acidental foi o bastante
para minh'alma avistar a verdade
acompanhar o coração palpitante
batida frenética, que intensidade!

Consciência despertada p'lo toque
um sentimento grandioso, mágico
corpo e mente logo aprisionados

Um homem em estado de choque
momento que se revelaria trágico
coração desfeito em mil bocados

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Mãos à obra

Início de ano, novas intenções
depois do balanço, projecções
ano para novas metas alcançar
mãos à obra que já se faz tarde
enquanto o estímulo 'inda arde
para o entusiasmo não s'apagar

Entremos desde logo em acção
lapiseiras em riste e inspiração
libertem esses génios criadores
vamos dar poemas ao ano novo
emitir na poesia a voz do povo
sendo escrutinados p'los leitores

Façamos odes aos sentimentos
alegremos p'los padecimentos
pintemos com letras as alegrias
criemos mundos da nossa lavra
dando uma vida a cada palavra
exultemos pelas nossas poesias