Vislumbrei um Sol de tons brilhantes
que me deu ânimo, alguma esperança
vi esse Sol no sorriso de uma criança
lembrei-me do brilho que havia antes
Testemunhei o nascer de uma nova era
uma outra forma de encarar esta vida
com mais paz e alegria, menos sofrida
sublime como a chegada da Primavera
Nesse momento também eu me alegrei
tudo em meu redor era festa e euforia
como era sereno esse mundo d'encanto
Então, contra a minha vontade, acordei
o Sol no sorriso da criança eu não via
e desfiz-me em lágrimas, longo pranto
domingo, 31 de janeiro de 2010
sábado, 30 de janeiro de 2010
Falta de valores
No mundo, o que mais se enxovalha
é o suor do pobre povo que trabalha
e o rubro sangue por ele derramado
a mesquinhez é vista como medalha
honra é uma máscara feita de palha
o mau carácter chega a ser ensinado
A mentira tem alto valor no mercado
o embuste é permitido e incentivado
intrujar já é uma rede de larga malha
a falsa argúcia é um poder instalado
o Zé-povinho trabalhador é ignorado
que apenas se respeita quando calha
E quando a garganta colectiva ralha
ao desvalido não há quem lhe valha
seu grito é imediatamente censurado
morre a questão enquanto acendalha
castiga-se o espírito a fio de navalha
e o resto do mundo olha para o lado
Aconselho todos os amigos e amigas que me visitam a lerem este artigo sobre poesia que hoje apareceu no DN. A nossa querida MARIA PAULA RAPOSO é uma das figuras da poesia portuguesa contemporânea referenciadas.
é o suor do pobre povo que trabalha
e o rubro sangue por ele derramado
a mesquinhez é vista como medalha
honra é uma máscara feita de palha
o mau carácter chega a ser ensinado
A mentira tem alto valor no mercado
o embuste é permitido e incentivado
intrujar já é uma rede de larga malha
a falsa argúcia é um poder instalado
o Zé-povinho trabalhador é ignorado
que apenas se respeita quando calha
E quando a garganta colectiva ralha
ao desvalido não há quem lhe valha
seu grito é imediatamente censurado
morre a questão enquanto acendalha
castiga-se o espírito a fio de navalha
e o resto do mundo olha para o lado
Aconselho todos os amigos e amigas que me visitam a lerem este artigo sobre poesia que hoje apareceu no DN. A nossa querida MARIA PAULA RAPOSO é uma das figuras da poesia portuguesa contemporânea referenciadas.
Valor de um amigo
No ciclo de amigos que fazemos na vida
há alguém que nos desperta mais afeição
uma pessoa que considerada como irmão
vale bem cada instante d'amizade sentida
Para se viver uma existência bem vivida
se remorsos, pesar, tristeza ou frustração
nada como sentir uma falta de obrigação
em coroar cada gesto d'amizade recebida
Ninguém quantifica o valor de um amigo
o carinho puro não exige nada em troca
faz-se tudo para se manter um camarada
Quem diz: Conto contigo... conta comigo!
sabe qual o sentimento que isso provoca
e sem amigos esta vida tem valor de nada
há alguém que nos desperta mais afeição
uma pessoa que considerada como irmão
vale bem cada instante d'amizade sentida
Para se viver uma existência bem vivida
se remorsos, pesar, tristeza ou frustração
nada como sentir uma falta de obrigação
em coroar cada gesto d'amizade recebida
Ninguém quantifica o valor de um amigo
o carinho puro não exige nada em troca
faz-se tudo para se manter um camarada
Quem diz: Conto contigo... conta comigo!
sabe qual o sentimento que isso provoca
e sem amigos esta vida tem valor de nada
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Fogo que arde
Amor é fogo que arde sem se ver
há muito tempo que eu oiço dizer
e ainda não sei se hei-de acreditar
o fogo queima, sinto o corpo arder
é dor que sinto, nada disto é prazer
por amor ninguém merece queimar
Amor é fogo que arde sem se ver
mas eu vejo o meu coração arder
e a minha alma está a acompanhar
esta dor estou decidido a combater
não vejo quem me possa socorrer
e este incêndio consiga apaziguar
há muito tempo que eu oiço dizer
e ainda não sei se hei-de acreditar
o fogo queima, sinto o corpo arder
é dor que sinto, nada disto é prazer
por amor ninguém merece queimar
Amor é fogo que arde sem se ver
mas eu vejo o meu coração arder
e a minha alma está a acompanhar
esta dor estou decidido a combater
não vejo quem me possa socorrer
e este incêndio consiga apaziguar
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Neste jardim encantado
Neste jardim encantado da poesia
desabrocham versos de mil cores
motes cuidados, perfeitos amores
palavras sábias em perfeita elegia
Neste jardim encantado da poesia
nascem poemas de vários odores
palavras com perfumes sedutores
aromas que se renovam cada dia
Neste jardim encantado da poesia
planto as sementes da minha verve
rego com amor este meu canteiro
Crio estas belas flores da fantasia
por este jardim meu sangue ferve
sou aprendiz de poeta e jardineiro
desabrocham versos de mil cores
motes cuidados, perfeitos amores
palavras sábias em perfeita elegia
Neste jardim encantado da poesia
nascem poemas de vários odores
palavras com perfumes sedutores
aromas que se renovam cada dia
Neste jardim encantado da poesia
planto as sementes da minha verve
rego com amor este meu canteiro
Crio estas belas flores da fantasia
por este jardim meu sangue ferve
sou aprendiz de poeta e jardineiro
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