Tu partiste para longe de nós, irmã
tentando dar brilho ao teu amanhã
estás longe mas... no nosso coração
tentas um rumo, lanças a tua sorte
mas nós sabemos o quanto és forte
e compreendemos bem a separação
Tu partiste e deixaste aqui saudade
foste em busca duma oportunidade
iniciaste a tua Odisseia, boa viagem
neste que é o teu dia de aniversário
digo-te que contigo estou solidário
eu sei que és uma mulher coragem
Tu partiste para essa ilha dos bifes
onde pensam qu'os tugas são naifes
mostra-lhes o que é a raça lusitana
os antigos derrotaram o Adamastor
no teu sangue corre luso esplendor
tenho orgulho de ti, querida mana
Este poema é dedicado à minha irmã Fernanda que está a viver em Inglaterra e que hoje celebra o seu 35º aniversário. Nanda muitos parabéns, amamos-te muito.
*para quem não sabe, nós os europeus continentais chamamos "bifes" aos ingleses pelo seu ar emproado como se fossem carne de qualidade superior.
**para quem não sabe, a palavra "tuga" é gíria que identifica os portugueses
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
domingo, 3 de janeiro de 2010
Jardim poético
Neste jardim de ideias poéticas
sempre floresce um improviso
desabrocham as flores cépticas
de colorações que me dão riso
Palavras encadeadas, patéticas
com bem pouco senso ou siso
boninas frágeis e esqueléticas
muitas vezes também é preciso
Motes sucedem-se em reles tino
num horto de plantas exóticas
quase numa procissão herética
São regadas p'lo insano destino
ervas daninhas, frases caóticas
adubadas por uma lira eclética
sábado, 2 de janeiro de 2010
A vida...
A vida muitas vezes é injusta
de quando em vez até assusta
e descobrimos algumas fobias
mas o medo pode ser positivo
se nos der uma razão, motivo
para melhor viver nossos dias
A vida, reitora de universidade
mostra-te a mentira, a verdade
fazes as tuas próprias escolhas
enfrenta a vida de peito aberto
e a felicidade estará mais perto
vai em frente, não te encolhas
Madrasta, a vida sabe bem ser
e tudo na vida faz-nos crescer
com mais ou menos cicatrizes
no final as contas serão feitas
tu fazes a cama onde te deitas
és obra parida das tuas raízes
de quando em vez até assusta
e descobrimos algumas fobias
mas o medo pode ser positivo
se nos der uma razão, motivo
para melhor viver nossos dias
A vida, reitora de universidade
mostra-te a mentira, a verdade
fazes as tuas próprias escolhas
enfrenta a vida de peito aberto
e a felicidade estará mais perto
vai em frente, não te encolhas
Madrasta, a vida sabe bem ser
e tudo na vida faz-nos crescer
com mais ou menos cicatrizes
no final as contas serão feitas
tu fazes a cama onde te deitas
és obra parida das tuas raízes
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
De olhos fechados
Fecho os olhos, tento escutar o rouxinol
procuro no seu canto a minha inspiração
imagino uma praia, iluminada p'lo Sol
bem longe do Inverno, em pleno Verão
Oiço as ondas que beijam a areia fina
sinto no rosto uma suave brisa morna
como o oscular de uma sereia menina
que após uma trova ao seu lar retorna
Sinto que entranha em mim a maresia
eu, bem tranquilo aqui nesta praia bela
activo, neste prazer de escrever poesia
os meus olhos fechados são uma janela
De olhos cerrados percorro este mundo
navego de lés a lés, por terra e por mar
no Oceano d'inspiração não me afundo
o solo do meu estro continuarei a pisar
procuro no seu canto a minha inspiração
imagino uma praia, iluminada p'lo Sol
bem longe do Inverno, em pleno Verão
Oiço as ondas que beijam a areia fina
sinto no rosto uma suave brisa morna
como o oscular de uma sereia menina
que após uma trova ao seu lar retorna
Sinto que entranha em mim a maresia
eu, bem tranquilo aqui nesta praia bela
activo, neste prazer de escrever poesia
os meus olhos fechados são uma janela
De olhos cerrados percorro este mundo
navego de lés a lés, por terra e por mar
no Oceano d'inspiração não me afundo
o solo do meu estro continuarei a pisar
Ano novo
Abro a garrafa de champanhe
haja alguém que acompanhe
e que beba comigo desta flute
quero que ninguém se acanhe
que todo o mundo se amanhe
talvez assim esta festa resulte
Vamos comemorar o novo ano
num cerimonial quase profano
e neste festim ninguém insulte
bebamos neste tempo mundano
alegria está em primeiro plano
quero que o meu povo exulte
FELIZ 2010
haja alguém que acompanhe
e que beba comigo desta flute
quero que ninguém se acanhe
que todo o mundo se amanhe
talvez assim esta festa resulte
Vamos comemorar o novo ano
num cerimonial quase profano
e neste festim ninguém insulte
bebamos neste tempo mundano
alegria está em primeiro plano
quero que o meu povo exulte
FELIZ 2010
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