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domingo, 27 de março de 2016
terça-feira, 12 de novembro de 2013
NATÁLIA CORREIA
Mulher açoreana, pêlo na venta
poetisas como tu já não fazem
nem sei como a poesia aguenta
quando os melhores já jazem.
Guerreira de milhentas batalhas
foste mais audaz qu'os audazes
este país hoje está de cangalhas
nem sabes a falta que nos fazes.
Lutadora sem pápas na língua
p'ra casa não levavas desaforo
o nosso idioma anda à míngua
de nada serve o pranto e choro.
Tua voz de tom satírico, mordaz
nunca se deveria ter despedido
o pessoal anda em marcha-atrás
porque esta vida perdeu sentido.
Levaste as tuas armas contigo
quem te admira ficou indefeso
os políticos só olham o umbigo
e o povo, bem, esse anda teso.
Sem ti, Portugal não tem nexo
nunca antes tal por aqui se viu
o povo fodido tem menos sexo
e a taxa de natalidade diminuiu.
Poema extraído do meu livro POETAS QUE SOU - Lua de Marfim - 2013
terça-feira, 15 de outubro de 2013
JOAQUIM PESSOA
Poeta de cantigas e canções
estrofes e refrões
escrivão de melodias.
És génese de recordações
de várias estações
escritas em poesias.
Poeta de verbo sentido
de ti poema parido
com doces palavras de mel.
Diz-me agora
quem é que tu amas
de todas as mulheres
que tiveste na cama.
Falas de dor e ciúme
amor que é lume
coração que é fogueira
Dizes paixão é o cume
sentimento qu'une
para a vida inteira.
Poema extraído do meu livro POETAS QUE SOU - Lua de Marfim - 2013
sábado, 12 de outubro de 2013
CASIMIRO DE BRITO
Através das grades dos teus olhos
vislumbras metade do que sou
já de mim um ser incompleto.
Decepas as palavras que te dou
torces os sentidos da razão
celebras os anúncios alheios
como se a única verdade
fosse exclusiva de outras bocas.
No fundo desconheces as sombras
e os escombros de onde ressurgi
e ignoras as penas dos meus pecados.
Existe guerra no teu coração
porque do pouco que vês
formas duas ideias contraditórias
sou feroz aliado e inimigo fiel.
Poema extraído do meu livro POETAS QUE SOU - Lua de Marfim - 2013
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
ANTÓNIO RAMOS ROSA
As palavras também têm infância
nascem e crescem e inventam-se
ganhando corpo numa frase
e alma nas estrofes do poema.
As palavras jovens não temem o mundo
nem receiam a vida por serem imortais.
Adultas, são sérias e dignas
e juntam-se aos seus pares
em livros que pretendem ser memória.
Por mais que custe ao poeta
todas as palavras mesmo rasuradas
sobreviverão ao seu parteiro
e atravessarão a eternidade.
As palavras não são naturezas mortas
nem mesmo quando queimadas.
Poema extraído do meu livro POETAS QUE SOU - Lua de Marfim - 2013
Neste dia triste para o universo das letras portuguesas, quero deixar a minha solidariedade e sentidas condolências aos familiares e amigos do grande poeta que hoje nos deixou. Até sempre mestre!
segunda-feira, 3 de junho de 2013
VINÍCIUS DE MORAES
Não cantarei nenhuma balada
tampouco uma canção faladao que eu dissesse seria trivial
escreverei o poema do nada
só em métrica desengonçada
estilo meu, rimado mas banal.
Não te direi motes de louvor
esses jamais saberei compôr
tu sim, porque eras especial
deste corpo de letra ao amor
escreveste da paixão o sabor
revelaste teu lado sentimental.
Na poesia sou o poeta mudo
sem capa, batina ou sobretudo
serei poeta d'agora, temporal
tu foste poeta em quase tudo
máscara de ti, foste Entrudo
foste bem mais que Carnaval.
Faço versos tal como eu sou
neste plano onde vivo e estou
da vida que gira, qual espiral
tua poesia viva, mundo girou
até nós hoje mais viva chegou
e fez de ti um poeta universal.
Poema extraído do meu livro POETAS QUE SOU - Lua de Marfim - 2013
quarta-feira, 1 de maio de 2013
NOÉMIA DE SOUSA
A tua poesia é uma senzala de poemas
onde soubeste expôr o sentir felinoda negritude Índica.
Os teus versos são escravos da verdade
que corrói a rubra seiva das savanas
em gritos de revolta.
Teu lúcido pensamento de pés descalços
continua progenitor dos trovadores
com memória de ti.
Tua brevíssima obra de pranto e lágrimas
deixa em nós o teu eterno respirar
Kanimambo poetisa.
Poema extraído do meu livro POETAS QUE SOU - Lua de Marfim - 2013
quinta-feira, 21 de março de 2013
NATÁLIA CORREIA
Mulher açoreana, pêlo na venta
poetisas como tu já não fazem
nem sei como a poesia aguenta
quando os melhores já jazem.
este país hoje está de cangalhas
nem sabes a falta que nos fazes.
Lutadora sem pápas na língua
p'ra casa não levavas desaforo
o nosso idioma anda à míngua
de nada serve o pranto e choro.
Tua voz de tom satírico, mordaz
nunca se deveria ter despedido
o pessoal anda em marcha-atrás
porque esta vida perdeu sentido.
Levaste as tuas armas contigo
quem te admira ficou indefeso
os políticos só olham o umbigo
e o povo, bem, esse anda teso.
Sem ti, Portugal não tem nexo
nunca antes tal por aqui se viu
o povo fodido tem menos sexo
e a taxa de natalidade diminuiu.
Este poema retirado do meu livro POETAS QUE SOU - Lua de Marfim - 2013
poetisas como tu já não fazem
nem sei como a poesia aguenta
quando os melhores já jazem.
Guerreira de milhentas batalhas
foste mais audaz qu'os audazeseste país hoje está de cangalhas
nem sabes a falta que nos fazes.
Lutadora sem pápas na língua
p'ra casa não levavas desaforo
o nosso idioma anda à míngua
de nada serve o pranto e choro.
Tua voz de tom satírico, mordaz
nunca se deveria ter despedido
o pessoal anda em marcha-atrás
porque esta vida perdeu sentido.
Levaste as tuas armas contigo
quem te admira ficou indefeso
os políticos só olham o umbigo
e o povo, bem, esse anda teso.
Sem ti, Portugal não tem nexo
nunca antes tal por aqui se viu
o povo fodido tem menos sexo
e a taxa de natalidade diminuiu.
Este poema retirado do meu livro POETAS QUE SOU - Lua de Marfim - 2013
quarta-feira, 13 de março de 2013
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
Falaste sobre o homem mundano
ser recatado, com vicios, humano
sofrido, caído em desgraça, de pé
viste mais que o seu lado profano
observaste o uso do poder tirano
e a separação entre ricos e a ralé.
Ofereceste tua voz ao campesino
com palavras disseste seu destino
foste do pobre, o carpinteiro José
cujo filho, Jesus Cristo, o menino
como tu também foi ultramarino
e fez de teus versos intensa maré.
Poeta de ideias firmes, humanista
teórico simples mas não simplista
viste o mundo tal qual como ele é
da vida deste o teu ponto de vista
numa perspectiva em tudo realista
fizeste da poesia teu objecto de fé.
Poema extraído do meu livro POETAS QUE SOU - Lua de Marfim - 2013
ser recatado, com vicios, humano
sofrido, caído em desgraça, de pé
viste mais que o seu lado profano
observaste o uso do poder tirano
e a separação entre ricos e a ralé.
Ofereceste tua voz ao campesino
com palavras disseste seu destino
foste do pobre, o carpinteiro José
cujo filho, Jesus Cristo, o menino
como tu também foi ultramarino
e fez de teus versos intensa maré.
Poeta de ideias firmes, humanista
teórico simples mas não simplista
viste o mundo tal qual como ele é
da vida deste o teu ponto de vista
numa perspectiva em tudo realista
fizeste da poesia teu objecto de fé.
Poema extraído do meu livro POETAS QUE SOU - Lua de Marfim - 2013
terça-feira, 5 de março de 2013
ANTERO DE QUENTAL
O mundo foi sua casa permanente
na vida foi peregrino, não indigente
sua liberdade, com garra defendia
à politica lusa nunca foi indiferente
fundou partido de forma coerente
jamais se escondendo na ideologia.
Pensou tudo com amor e candura
filosofou sem usar excessiva lisura
silêncios impostos jamais permitia
disse o que pensava sem censura
sua obra intemporal ainda perdura
e consegue ser actual hoje em dia.
Poeta de ideias e valores singulares
pensador soberbo entre seus pares
com a pena afiada animou a poesia
um dos muitos trovadores insulares
universal na escrita e em seus lares
revolucionário nas letras que fazia.
Em poemas de temáticas diversas
com o mundo entabulou conversas
dando asas ao saber que possuía
poeta do real e não de promessas
deixou em sonetos, bem expressas
as matrizes p'rá lusitana sabedoria.
Poema extraído do meu mais recente livro POETAS QUE SOU - Lua de Marfim - 2013
na vida foi peregrino, não indigente
sua liberdade, com garra defendia
à politica lusa nunca foi indiferente
fundou partido de forma coerente
jamais se escondendo na ideologia.
Pensou tudo com amor e candura
filosofou sem usar excessiva lisura
silêncios impostos jamais permitia
disse o que pensava sem censura
sua obra intemporal ainda perdura
e consegue ser actual hoje em dia.
Poeta de ideias e valores singulares
pensador soberbo entre seus pares
com a pena afiada animou a poesia
um dos muitos trovadores insulares
universal na escrita e em seus lares
revolucionário nas letras que fazia.
Em poemas de temáticas diversas
com o mundo entabulou conversas
dando asas ao saber que possuía
poeta do real e não de promessas
deixou em sonetos, bem expressas
as matrizes p'rá lusitana sabedoria.
Poema extraído do meu mais recente livro POETAS QUE SOU - Lua de Marfim - 2013
sexta-feira, 1 de março de 2013
MANUEL MARIA BARBOSA DU BOCAGE
A ti nem sequer nos ousamos comparar
entre os maiores foste enorme, gigante
és mestre e uma referência importante
todos sabemos e ninguém pode negar.
Nasceste poeta, era tua sina escrever
era o que se esperava de tanto talento
com a rima procuraste o teu sustento
e nunca calaste o que tinhas para dizer.
Tu foste satírico, eloquente e brejeiro
à luta das palavras não viraste costas
foste alvo d'anedotas e rei das apostas
por Pina Manique visitaste o cativeiro.
Viste o mundo nos passos de Camões
foste ao Oriente e estiveste no Brasil
da tua produção poética quase febril
destaco os sonetos, fábulas e canções.
Também escreveste várias endechas
epístolas e odes de grandíssimo valor
escolheste para tema querido, o amor
tremendo é o legado que nos deixas.
Por ti, poeta maior, também escrevo
e sei que o faço numa menor medida
foste de tal grandeza toda a tua vida
que dizê-lo em verso nem me atrevo.
Poema extraído do meu recém editado livro POETAS QUE SOU
entre os maiores foste enorme, gigante
és mestre e uma referência importante
todos sabemos e ninguém pode negar.
Nasceste poeta, era tua sina escrever
era o que se esperava de tanto talento
com a rima procuraste o teu sustento
e nunca calaste o que tinhas para dizer.
Tu foste satírico, eloquente e brejeiro
à luta das palavras não viraste costas
foste alvo d'anedotas e rei das apostas
por Pina Manique visitaste o cativeiro.
Viste o mundo nos passos de Camões
foste ao Oriente e estiveste no Brasil
da tua produção poética quase febril
destaco os sonetos, fábulas e canções.
Também escreveste várias endechas
epístolas e odes de grandíssimo valor
escolheste para tema querido, o amor
tremendo é o legado que nos deixas.
Por ti, poeta maior, também escrevo
e sei que o faço numa menor medida
foste de tal grandeza toda a tua vida
que dizê-lo em verso nem me atrevo.
Poema extraído do meu recém editado livro POETAS QUE SOU
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
FERNANDO PESSOA
Perante ti grã poeta criador de mitos
a teus aprendizes jamais me comparo
meus versos nascem e vivem aflitos
como fossem, dos Deuses, malditos
dizendo ao mundo como sou ignaro.
Diante ti ó glorioso e supremo vate
grande senhor dessa lírica heterónima
na poesia tua voz é arma de combate
e sobre nossos frágeis ombros s’abate
nossos poemas são prosápia anónima.
Perante o teu génio, respeitoso asceta
muitos se curvaram, eu sou mais um
tua verve é mero vaticínio de profeta
muito mais que inspiração dum poeta
igual a ti, no mundo, não há nenhum.
Diante ti meu mestre da portugalidade
sei qu'este vil estro é simples e tacanho
legaste a nós lusitanos uma identidade
p'la pátria louvaste a tua nacionalidade
és filho-mor duma nação sem tamanho.
Poema extraído do meu mais recente livro POETAS QUE SOU - Lua de Marfim - 2013
a teus aprendizes jamais me comparo
meus versos nascem e vivem aflitos
como fossem, dos Deuses, malditos
dizendo ao mundo como sou ignaro.
Diante ti ó glorioso e supremo vate
grande senhor dessa lírica heterónima
na poesia tua voz é arma de combate
e sobre nossos frágeis ombros s’abate
nossos poemas são prosápia anónima.
Perante o teu génio, respeitoso asceta
muitos se curvaram, eu sou mais um
tua verve é mero vaticínio de profeta
muito mais que inspiração dum poeta
igual a ti, no mundo, não há nenhum.
Diante ti meu mestre da portugalidade
sei qu'este vil estro é simples e tacanho
legaste a nós lusitanos uma identidade
p'la pátria louvaste a tua nacionalidade
és filho-mor duma nação sem tamanho.
Poema extraído do meu mais recente livro POETAS QUE SOU - Lua de Marfim - 2013
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