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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Brincadeiras

Sob um céu azul de encanto
entre palhaçada e brincadeira
voam os sonhos dos meninos.

Mágicos feitiços e espanto
entre correrias sem canseira
fazem-se gente, os pequeninos.

Com pós de prlim pim pim
e fértil imaginação infantil
há amigos de faz-de-conta.

Um unicórnio branco-marfim
corre em vastos prados de anil
e é o herói-petiz que o monta.

Elas Princesas e eles Reis
num reino realmente fugaz
governam a infância a sorrir.

Cavalgam em nobres corcéis
todo o dia, sem perder gás
desde manhã até à hora de dormir.

IN - POR UM SORRISO (ANTOLOGIA) - TEMAS ORIGINAIS

Este é um dos cinco poemas que fiz para esta antologia cujas vendas revertem para a AJUDA DE BERÇO, uma instituição que trata de crianças desfavorecidas.

sábado, 24 de abril de 2010

Passo a passo



Passo a passo assim vou caminhando
busco dar somente os passos seguros
tento ser feliz por onde vou passando

Passo a passo fujo dos trilhos escuros
mas nem sempre é fácil os passos dar
lutando contra cursos pedregosos, duros

Passo a passo eu continuo a caminhar
sem saber por onde o destino me leva
mesmo assim, por ele, deixo-me levar

Passo a passo a minha ânsia se eleva
a patamares nunca antes alcançados
e não sei se estou a ir para onde deva

Passo a passo muitos passos são dados
e nesses passos passo a vida pensando
menos nos passos futuros que passados

Quero agradecer a todos os amigos e amigas que me têm enviado mails a questionar sobre o meu estado de saúde após a cirurgia a que fui submetido. Obrigado pelo vosso carinho. 

domingo, 28 de março de 2010

A vida que merecemos

São tantas as voltas que a vida dá
e sim, rodamos como num carrossel
trilhamos caminhos ao Deus dará

somos simples papagaios de papel
nas mãos do nosso próprio destino
voamos neste nosso céu de Babel

nossas vidas são um mero desatino
sem ponta por onde se possa pegar
triste sina, triste fado este triste hino

somos peões sem tabuleiro nem lugar
simples peças num jogo de xadrez
cujo final não sabemos vislumbrar

esperamos que chegue a nossa vez
tentamos alcançar um xeque-mate
a cada lance provamos só insensatez

nossos desejos, não há quem acate
então argumentamos apenas teoria
que de pobre, facilmente se rebate

nesse caso expelimos uma heresia
sem disso, sequer, nos apercebermos
e refugiamo-nos numa vil fantasia

não pensamos mas logo dizemos
que a nossa vida é triste, feia e má
afinal, temos a vida que merecemos!