Amo esse sorriso do teu rosto
Assim feliz, bem a meu gosto
Como é bom sentir-te contente
Sabes o quanto isso me apraz
Gostava também de ser capaz
E mostrar-me assim sorridente
Amo esse teu olhar embriagado
Sabes que me deixa enfeitiçado
Como é bom sentir esse feitiço
Soubera o meu olhar ser igual
A esse teu jeito muito especial
Mas meus olhos não fazem isso
Amo a tua pele e sua brancura
Derme que me leva à loucura
Nunca entendi o que aconteceu
Pele tão casta como a dos anjos
A tocarem sinos, harpas e banjos
Enquanto minha pele escureceu
Amo tua bela voz de querubim
Escutar-te-ei sempre até ao fim
De te ouvir jamais me cansarei
Falas com tanta ternura na voz
Eu imagino um futuro p’ra nós
Mero sonho e devaneio, eu sei
Amo o teu vigor e a tua chama
Enquanto este coração reclama
Por eu te amar assim tão forte
De te ter não perdi a esperança
De ti resta apenas a lembrança
Que me conduzirá até à morte
Mostrar mensagens com a etiqueta Sextilhas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sextilhas. Mostrar todas as mensagens
sábado, 19 de janeiro de 2013
sábado, 2 de julho de 2011
Menino grande
Pé no chão duro, pé na lama
menino grande não reclama
e assim vai direito à escola
sem sapatinho ou sapatilha
muito quilómetro palmilha
com os livros numa sacola
Menino grande é só menino
alto p'rá idade o pequenino
já conhece a dura realidade
só sabe caminhar descalço
evitando dar passo em falso
menino adulto para a idade
Menino grande é só criança
é pobre mas tem esperança
que tudo ainda vai melhorar
acredita que chegará o dia
em que conhecerá a alegria
de ter sapatos para o calçar
Um dos cinco poemas da minha participação na antologia POR UM SORRISO, cujas receitas da venda revertem para a instituição social AJUDA DE BERÇO.
menino grande não reclama
e assim vai direito à escola
sem sapatinho ou sapatilha
muito quilómetro palmilha
com os livros numa sacola
Menino grande é só menino
alto p'rá idade o pequenino
já conhece a dura realidade
só sabe caminhar descalço
evitando dar passo em falso
menino adulto para a idade
Menino grande é só criança
é pobre mas tem esperança
que tudo ainda vai melhorar
acredita que chegará o dia
em que conhecerá a alegria
de ter sapatos para o calçar
Um dos cinco poemas da minha participação na antologia POR UM SORRISO, cujas receitas da venda revertem para a instituição social AJUDA DE BERÇO.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Baixeza
Há quem, como eu, use de auto estima
para criar as poesias, com ou sem rima
tudo isto faz parte do processo criativo
concordem ou não com a minha forma
sou assim e faço deste método a norma
que sigo e para mudar não vejo motivo
É triste sentir que sou incompreendido
e que por isso alguém se sente ofendido
mas que fazer se é presunção o que vejo?
existe quem se alimente do próprio ego
eu bem lhe vejo a vaidade, não sou cego
em verdade digo: Essa faceta não invejo!
Se criticam o que escrevo, não contesto
apenas e somente a mim, contas presto
e criticas maldosas não me fazem dano
mas não tolero ingerências, isso é feio!
não permito as chantagens de permeio
nada mais digo, nesta cena baixo o pano
Este poema é dedicado ao NUNO DE FREITAS, que hoje ao princípio da tarde foi desrespeitado enquanto criador por alguém que, tal como num atropelamento, após bater se pôs em fuga. As criticas são sempre bem-vindas desde que feitas com dignidade e de forma construtiva. Todas as outras valem pouco e não merecem ser encaradas com seriedade.
para criar as poesias, com ou sem rima
tudo isto faz parte do processo criativo
concordem ou não com a minha forma
sou assim e faço deste método a norma
que sigo e para mudar não vejo motivo
É triste sentir que sou incompreendido
e que por isso alguém se sente ofendido
mas que fazer se é presunção o que vejo?
existe quem se alimente do próprio ego
eu bem lhe vejo a vaidade, não sou cego
em verdade digo: Essa faceta não invejo!
Se criticam o que escrevo, não contesto
apenas e somente a mim, contas presto
e criticas maldosas não me fazem dano
mas não tolero ingerências, isso é feio!
não permito as chantagens de permeio
nada mais digo, nesta cena baixo o pano
Este poema é dedicado ao NUNO DE FREITAS, que hoje ao princípio da tarde foi desrespeitado enquanto criador por alguém que, tal como num atropelamento, após bater se pôs em fuga. As criticas são sempre bem-vindas desde que feitas com dignidade e de forma construtiva. Todas as outras valem pouco e não merecem ser encaradas com seriedade.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Prisão eterna
Olho-me no espelho sem me reconhecer
Nada do que vejo é reflexo do meu ser
Quão embaciada pode uma imagem ficar
Não vislumbro o que tanto me atormenta
Mas é desta dor que meu corpo se alimenta
Do que me consome não me consigo libertar
Caminho pelas ruas desertas deste mundo
Palmilho um destino com desgosto profundo
E não há fuga possível desta minha prisão
Sou castigado pela minha atitude cobarde
Por ter falado de sentimento muito tarde
E na hora devida, ter calado uma paixão
Sofro por um destino cruel, auto-infligido
Por uma torpe e vil timidez fui acometido
Assim perdi a oportunidade de ser amado
Pelos dedos deixei fugir a minha felicidade
Mesmo não mentindo, ocultei toda a verdade
E para sempre ficarei preso ao meu passado
Nada do que vejo é reflexo do meu ser
Quão embaciada pode uma imagem ficar
Não vislumbro o que tanto me atormenta
Mas é desta dor que meu corpo se alimenta
Do que me consome não me consigo libertar
Caminho pelas ruas desertas deste mundo
Palmilho um destino com desgosto profundo
E não há fuga possível desta minha prisão
Sou castigado pela minha atitude cobarde
Por ter falado de sentimento muito tarde
E na hora devida, ter calado uma paixão
Sofro por um destino cruel, auto-infligido
Por uma torpe e vil timidez fui acometido
Assim perdi a oportunidade de ser amado
Pelos dedos deixei fugir a minha felicidade
Mesmo não mentindo, ocultei toda a verdade
E para sempre ficarei preso ao meu passado
domingo, 26 de setembro de 2010
Quatro horas
Tempo de inconsciência induzida
respiração artificialmente assistida
nas mãos de estranhos, a esperança
quatro horas fantasmas numa vida
quatro horas de memória perdida
tempo vivido sem uma lembrança
Quatro horas que só posso evocar
quatro horas que passaram a voar
quatro horas ocas que não esqueço
a dor é um simples preço a pagar
o desconforto é fugaz, vai passar
a quem me entreguei eu agradeço
Este poema é dedicado a toda a equipa de médicos(as) e enfermeiros(as) do Hospital de S. José, envolvidos, directa e indirectamente, na cirurgia a que fui submetido na passada 6ª feira. A todos o meu OBRIGADO
respiração artificialmente assistida
nas mãos de estranhos, a esperança
quatro horas fantasmas numa vida
quatro horas de memória perdida
tempo vivido sem uma lembrança
Quatro horas que só posso evocar
quatro horas que passaram a voar
quatro horas ocas que não esqueço
a dor é um simples preço a pagar
o desconforto é fugaz, vai passar
a quem me entreguei eu agradeço
Este poema é dedicado a toda a equipa de médicos(as) e enfermeiros(as) do Hospital de S. José, envolvidos, directa e indirectamente, na cirurgia a que fui submetido na passada 6ª feira. A todos o meu OBRIGADO
domingo, 12 de setembro de 2010
Um fado
Desconheço se é pecado
cantar em tom magoado
o que vai neste meu peito
sendo, serei eu perdoado
por cantar assim um fado
neste triste e azedo jeito
Desconheço se é pecado
dizer que tenho marcado
um amor no meu coração
sendo, serei eu perdoado
por estar assim agrilhoado
preso a esta doce paixão
Desconheço se é pecado
gritar alto por todo lado
quão dolorosa é esta dor
sendo, serei eu perdoado
por estar assim apaixonado
e sentir urgência de amor
Desconheço se é pecado
ter o coração dilacerado
e minha alma manchada
sendo, serei eu perdoado
por um amor ter calado
e manter a boca fechada
Desconheço se é pecado
o amor que me foi negado
e me deixou a lamentar
sendo, serei eu perdoado
por me agarrar ao passado
e este fado agora cantar
cantar em tom magoado
o que vai neste meu peito
sendo, serei eu perdoado
por cantar assim um fado
neste triste e azedo jeito
Desconheço se é pecado
dizer que tenho marcado
um amor no meu coração
sendo, serei eu perdoado
por estar assim agrilhoado
preso a esta doce paixão
Desconheço se é pecado
gritar alto por todo lado
quão dolorosa é esta dor
sendo, serei eu perdoado
por estar assim apaixonado
e sentir urgência de amor
Desconheço se é pecado
ter o coração dilacerado
e minha alma manchada
sendo, serei eu perdoado
por um amor ter calado
e manter a boca fechada
Desconheço se é pecado
o amor que me foi negado
e me deixou a lamentar
sendo, serei eu perdoado
por me agarrar ao passado
e este fado agora cantar
sábado, 4 de setembro de 2010
Aviso à navegação
A todos quantos isto possa interessar
leiam com atenção o que vou relatar
escutem bem o que eu vos vou dizer
há um passatempo prestes a começar
cujo objectivo é a literatura divulgar
e há um livro de poesia para oferecer
Convosco pretendo e devo ser honesto
o passatempo é simples, bem modesto
mas ajuda na difusão da nossa língua
é mais um alerta em jeito de protesto
pouco mais é que um simplório gesto
em prol do portuga qu'anda à míngua
Quem quiser, deseje e possa aparecer
ou tenha um elevado interesse em ler
livros escritos em língua portuguesa
só tem uma saída, uma coisa a fazer
é dar uma olhadela por lá e assim ver
uma sã iniciativa prenhe de singeleza
Até ao final da próxima semana estará em curso um passatempo neste link, participem!
leiam com atenção o que vou relatar
escutem bem o que eu vos vou dizer
há um passatempo prestes a começar
cujo objectivo é a literatura divulgar
e há um livro de poesia para oferecer
Convosco pretendo e devo ser honesto
o passatempo é simples, bem modesto
mas ajuda na difusão da nossa língua
é mais um alerta em jeito de protesto
pouco mais é que um simplório gesto
em prol do portuga qu'anda à míngua
Quem quiser, deseje e possa aparecer
ou tenha um elevado interesse em ler
livros escritos em língua portuguesa
só tem uma saída, uma coisa a fazer
é dar uma olhadela por lá e assim ver
uma sã iniciativa prenhe de singeleza
Até ao final da próxima semana estará em curso um passatempo neste link, participem!
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Mais um dia acaba
Mais um dia acaba, ó rotina extenuante
tudo foi igual, sem novidade relevante
eis a sina cruel de quem faz pela vida
num ritmo diabólico, direi alucinante
um corpo dorido, uma dor dilacerante
e uma alma vazia há muito esquecida
Mais um dia acaba, em tudo rotineiro
o último minuto idêntico ao primeiro
nada de novo no reino da Dinamarca
e isto porquê? Pelo precioso dinheiro
que mal chega, logo parte sorrateiro
por isso a riqueza nos bolsos é parca
Mais um dia acaba e a solidão aparece
estado d'alma que nunca me esquece
e que teima ser a minha companheira
e os dias passam e o corpo envelhece
mais uma ruga, o cabelo embranquece
e a mente prega partidas, traiçoeira!
Mais um dia acaba e a surpresa vem
quando do nada me apareceu alguém
que me acarinha, então volto a sorrir
um mero gesto a valer mais de cem
tremenda a amizade que ele contém
e da qual jamais poderei prescindir
Mais um dia acaba e foi um bom dia
confesso que melhor eu não pediria
para trás das costas ficou a amargura
há gestos encantadores, viva a magia
que o gesto de amizade me propicia
e enche este meu coração de ternura
Mais um dia acaba e eu não esqueço
que uma bela amizade não tem preço
e não se paga por carinho e simpatia
esta camaradagem só está no começo
e como as amizades jamais agradeço
retribuo o teu gesto com esta poesia
Este poema é dedicado à minha querida amiga REGINA RAGAZZI pelo gesto carinhoso e simpático que teve comigo no dia de hoje.
tudo foi igual, sem novidade relevante
eis a sina cruel de quem faz pela vida
num ritmo diabólico, direi alucinante
um corpo dorido, uma dor dilacerante
e uma alma vazia há muito esquecida
Mais um dia acaba, em tudo rotineiro
o último minuto idêntico ao primeiro
nada de novo no reino da Dinamarca
e isto porquê? Pelo precioso dinheiro
que mal chega, logo parte sorrateiro
por isso a riqueza nos bolsos é parca
Mais um dia acaba e a solidão aparece
estado d'alma que nunca me esquece
e que teima ser a minha companheira
e os dias passam e o corpo envelhece
mais uma ruga, o cabelo embranquece
e a mente prega partidas, traiçoeira!
Mais um dia acaba e a surpresa vem
quando do nada me apareceu alguém
que me acarinha, então volto a sorrir
um mero gesto a valer mais de cem
tremenda a amizade que ele contém
e da qual jamais poderei prescindir
Mais um dia acaba e foi um bom dia
confesso que melhor eu não pediria
para trás das costas ficou a amargura
há gestos encantadores, viva a magia
que o gesto de amizade me propicia
e enche este meu coração de ternura
Mais um dia acaba e eu não esqueço
que uma bela amizade não tem preço
e não se paga por carinho e simpatia
esta camaradagem só está no começo
e como as amizades jamais agradeço
retribuo o teu gesto com esta poesia
Este poema é dedicado à minha querida amiga REGINA RAGAZZI pelo gesto carinhoso e simpático que teve comigo no dia de hoje.
sábado, 24 de julho de 2010
Receita
Ataviado de cozinheiro, tomo o comando
aqueço minha sabedoria em lume brando
procuro os ingredientes para este refogado
uma colher de memórias, vou cozinhando
um pouco de experiência vou acumulando
assim confecciono sem receita a meu lado
Sem gramas de remorso por tudo que vivi
meio quilo de mágoas pelo amor que perdi
tempero que nesta vida sempre me faltou
uma pitada de conformismo p'lo que senti
meia dose de pecado cuja culpa já assumi
pós de desleixo que este coração queimou
Uma fatia de alma recheada de amargura
que misturo ao preparado antes da fervura
já falta pouco para revelar o meu segredo
aos sabores amargos junto alguma doçura
umas folhas de afecto para lhe dar textura
revolvo bem para não azedar com o medo
Esta cozedura está prestes a chegar ao fim
dou por terminada a receita criada por mim
embora falte uma sobremesa a esta refeição
um pouco de paz, cores e cheiro de alecrim
regado com aromas de rosas do meu jardim
e bebidas num cálice de cristalina inspiração
Este poema surgiu depois de ler o comentário que a minha amiga TATIANA MOREIRA deixou no poema anterior.
aqueço minha sabedoria em lume brando
procuro os ingredientes para este refogado
uma colher de memórias, vou cozinhando
um pouco de experiência vou acumulando
assim confecciono sem receita a meu lado
Sem gramas de remorso por tudo que vivi
meio quilo de mágoas pelo amor que perdi
tempero que nesta vida sempre me faltou
uma pitada de conformismo p'lo que senti
meia dose de pecado cuja culpa já assumi
pós de desleixo que este coração queimou
Uma fatia de alma recheada de amargura
que misturo ao preparado antes da fervura
já falta pouco para revelar o meu segredo
aos sabores amargos junto alguma doçura
umas folhas de afecto para lhe dar textura
revolvo bem para não azedar com o medo
Esta cozedura está prestes a chegar ao fim
dou por terminada a receita criada por mim
embora falte uma sobremesa a esta refeição
um pouco de paz, cores e cheiro de alecrim
regado com aromas de rosas do meu jardim
e bebidas num cálice de cristalina inspiração
Este poema surgiu depois de ler o comentário que a minha amiga TATIANA MOREIRA deixou no poema anterior.
domingo, 30 de maio de 2010
A minha poesia*
Revejo a minha poesia, o meu projecto
há tristeza e alegria neste meu trajecto
muitos versos, expressões de saudade
fiz poemas descrevendo como me vejo
outros tantos falam, amiúde, de desejo
todos eles testemunham minha verdade
Releio as minhas poesias mais antigas
odes que escrevi como redigisse cantigas
puros hinos ao meu mais puro sentimento
palavras que exprimiram o meu interior
motes de um aprendiz de poeta inferior
frases esculpidas pelo sentir do momento
Reflito nos instantes em que as escrevi
e questionando-me sobre tudo o que li
apenas me ocorre uma explicação vã
sobre o passado, quase tudo, eu já disse
sobre o presente, escrevo por carolice
sobre o futuro? Escreverei algo amanhã
*Poema extraído do meu 1º livro AMADOR DO VERSO
há tristeza e alegria neste meu trajecto
muitos versos, expressões de saudade
fiz poemas descrevendo como me vejo
outros tantos falam, amiúde, de desejo
todos eles testemunham minha verdade
Releio as minhas poesias mais antigas
odes que escrevi como redigisse cantigas
puros hinos ao meu mais puro sentimento
palavras que exprimiram o meu interior
motes de um aprendiz de poeta inferior
frases esculpidas pelo sentir do momento
Reflito nos instantes em que as escrevi
e questionando-me sobre tudo o que li
apenas me ocorre uma explicação vã
sobre o passado, quase tudo, eu já disse
sobre o presente, escrevo por carolice
sobre o futuro? Escreverei algo amanhã
*Poema extraído do meu 1º livro AMADOR DO VERSO
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Outono distante
Estando eu a desfrutar da Primavera
não nego que no outro lado da esfera
existe alguém a viver noutra estação
é o ciclo da vida, manda a Natureza
até o Outono despido tem sua beleza
e cada Inverno simetriza o seu Verão
Estando aqui a sentir o odor das flores
embriago o meu olhar com mil cores
animado, fico longe do vil abandono
noutra latitude há quem siga o vento
e, nostálgico, veja estrelas ao relento
numa noite calma e serena de Outono
Enquanto aqui as abelhas se regalam
e os rouxinóis dificilmente se calam
sob um céu azul aceso pelo Astro-rei
num outro lugar deste mundo imenso
mas no mesmo mundo a que pertenço
labutam formigas seguindo a sua lei
Nestes dias maiores e pejados de luz
há uma atmosfera saudável que seduz
e nos liberta das tristezas do passado
noutros espaços, ligeiros são os dias
mas também florescem mil empatias
porque Outono tem muito significado
Aqui estreiam infinitos novos namoros
mil beijos são trocados como tesouros
antecipam-se alguns amores de Estio
noutras paragens há afectos findados
outros ainda resistem e são blindados
com o calor da paixão, cortesia do frio
Apesar de respirar outra estação do ano
posso dizer com certeza e sem engano
que todas têm o seu charme e encanto
a Natureza é uma força esplendorosa
no seu saber demonstra ser prodigosa
e a cada estação enche-nos de espanto
Agora o Outono está-me algo distante
mas quando vier, recebê-lo-ei radiante
como o noivo espera a noiva no altar
mas neste momento apenas o namoro
e sussurro-lhe baixinho: Eu te adoro!
a seu tempo viremos a nos encontrar.
Este poema é a minha contribuição ao convite/desafio que me foi feito pelo blogue ESPAÇO ABERTO
domingo, 18 de abril de 2010
Vínculo
Sem ser poeta, sou aquele que acredita
que p'los meus poemas alguém medita
sem modéstia, tenho algo a acrescentar
mesmo que agora ainda não se reflicta
por recentemente ter entrado em compita
sei que pela poesia encontrarei um lugar
Tento agarrar-me a certezas, sem desnorte
com passos seguros tento ficar mais forte
as minhas metas poderei assim alcançar
a perseverança é o meu amuleto da sorte
com o desleixo farei um umbilical corte
pois agora que entrei quero por aqui ficar
Continuo assim a fazer a minha poesia
sem génio nem feitiços prossigo a magia
por, nas minhas verdades, ainda acreditar
mesmo se as palavras roçarem a fantasia
e num ápice alguém me acusar de heresia
da poesia, jamais me poderão desvincular
que p'los meus poemas alguém medita
sem modéstia, tenho algo a acrescentar
mesmo que agora ainda não se reflicta
por recentemente ter entrado em compita
sei que pela poesia encontrarei um lugar
Tento agarrar-me a certezas, sem desnorte
com passos seguros tento ficar mais forte
as minhas metas poderei assim alcançar
a perseverança é o meu amuleto da sorte
com o desleixo farei um umbilical corte
pois agora que entrei quero por aqui ficar
Continuo assim a fazer a minha poesia
sem génio nem feitiços prossigo a magia
por, nas minhas verdades, ainda acreditar
mesmo se as palavras roçarem a fantasia
e num ápice alguém me acusar de heresia
da poesia, jamais me poderão desvincular
domingo, 7 de março de 2010
Se eu fosse...*
Se fosse astronauta na Lua viveria
Nunca ninguém me encontraria
Talvez assim pudesse descansar
Ficava escondido numa cratera
Se fosse astronauta, quem me dera
Lá viver e nunca mais regressar
Se fosse marinheiro de verdade
Mergulhava a grande profundidade
E viveria mesmo no leito do mar
Ficava escondido lá bem no fundo
Estaria longe dos olhos do mundo
Onde ninguém me fosse procurar
Se fosse mineiro das profundezas
Estaria certo entre outras certezas
De ter encontrado um bom lugar
Enclausurado entre xisto e basalto
Viveria sem qualquer sobressalto
E jamais alguém me ia encontrar
* Poema extraído do meu livro AMADOR DO VERSO
Nunca ninguém me encontraria
Talvez assim pudesse descansar
Ficava escondido numa cratera
Se fosse astronauta, quem me dera
Lá viver e nunca mais regressar
Se fosse marinheiro de verdade
Mergulhava a grande profundidade
E viveria mesmo no leito do mar
Ficava escondido lá bem no fundo
Estaria longe dos olhos do mundo
Onde ninguém me fosse procurar
Se fosse mineiro das profundezas
Estaria certo entre outras certezas
De ter encontrado um bom lugar
Enclausurado entre xisto e basalto
Viveria sem qualquer sobressalto
E jamais alguém me ia encontrar
* Poema extraído do meu livro AMADOR DO VERSO
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Recomeço
E porque esta vida não pode parar
volta-se ao início para recomeçar
volta-se novamente à estaca zero
o que escrevi abdicou de ser meu
com os outros poetas já aconteceu
e ser como os poetas é o que quero
Uma etapa findou, outra já aí vem
é o ciclo da vida que cada um tem
o difícil já foi, por mim, alcançado
agora, é outra a responsabilidade
reclama-se de mim a continuidade
e poesia como a que tenho criado
Já não sou estranho a este mundo
existe um conhecimento profundo
daquilo que sou, do que posso dar
já não passo, no mundo, indiferente
apesar de ser como toda esta gente
que procura, ao Sol, ter o seu lugar
O melhor é esquecer o que alcancei
fazer o que gosto, o melhor que sei
tudo o resto virá de forma natural
continuar a ser eu é o que prometo
ao envaidecimento não me remeto
serei amador do verso até ao final
volta-se ao início para recomeçar
volta-se novamente à estaca zero
o que escrevi abdicou de ser meu
com os outros poetas já aconteceu
e ser como os poetas é o que quero
Uma etapa findou, outra já aí vem
é o ciclo da vida que cada um tem
o difícil já foi, por mim, alcançado
agora, é outra a responsabilidade
reclama-se de mim a continuidade
e poesia como a que tenho criado
Já não sou estranho a este mundo
existe um conhecimento profundo
daquilo que sou, do que posso dar
já não passo, no mundo, indiferente
apesar de ser como toda esta gente
que procura, ao Sol, ter o seu lugar
O melhor é esquecer o que alcancei
fazer o que gosto, o melhor que sei
tudo o resto virá de forma natural
continuar a ser eu é o que prometo
ao envaidecimento não me remeto
serei amador do verso até ao final
Um fim de tarde frio
Um sonho que se transforma em realidade
um objectivo que me enche de felicidade
um par de horas de muito boa disposição
uma bela plateia que vem ver a novidade
prestigiando este autor pejado de vaidade
momento faustoso om alguma comoção
Um fim de tarde frio que rápido aqueceu
uma assistência que este poeta conheceu
e me viu tal qual eu sempre me apresento
vieram muitos, mas alguém se esqueceu
a preferência a outros espectáculos deu
mas em verdade digo que não o lamento
Aos que vieram declaro a minha simpatia
a vossa presença impregnou-me de alegria
jamais esquecerei quem assim me honrou
vieram por mim, levaram a minha poesia
que eu tinha amigos, já há muito o sabia
mas por via das dúvidas, ontem se provou
Por terem estado bem perto, ao meu lado
num dia especial e repleto de significado
neste momento tão importante para mim
a todos deixo o agradecimento, obrigado
p'la vossa amizade eu sinto-me abençoado
quero no futuro ter mais momentos assim
Dedico este poema a todos os familiares, amigos e amigas, amigos da familia e amigos dos amigos que resolveram partilhar comigo este meu momento de realização especial.
Quem quiser saber como correu esta sessão de lançamento do AMADOR DO VERSO pode ler as minhas crónicas clicando aqui. As fotos do evento só estarão disponíveis na próxima semana.
um objectivo que me enche de felicidade
um par de horas de muito boa disposição
uma bela plateia que vem ver a novidade
prestigiando este autor pejado de vaidade
momento faustoso om alguma comoção
Um fim de tarde frio que rápido aqueceu
uma assistência que este poeta conheceu
e me viu tal qual eu sempre me apresento
vieram muitos, mas alguém se esqueceu
a preferência a outros espectáculos deu
mas em verdade digo que não o lamento
Aos que vieram declaro a minha simpatia
a vossa presença impregnou-me de alegria
jamais esquecerei quem assim me honrou
vieram por mim, levaram a minha poesia
que eu tinha amigos, já há muito o sabia
mas por via das dúvidas, ontem se provou
Por terem estado bem perto, ao meu lado
num dia especial e repleto de significado
neste momento tão importante para mim
a todos deixo o agradecimento, obrigado
p'la vossa amizade eu sinto-me abençoado
quero no futuro ter mais momentos assim
Dedico este poema a todos os familiares, amigos e amigas, amigos da familia e amigos dos amigos que resolveram partilhar comigo este meu momento de realização especial.
Quem quiser saber como correu esta sessão de lançamento do AMADOR DO VERSO pode ler as minhas crónicas clicando aqui. As fotos do evento só estarão disponíveis na próxima semana.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Mãos à obra
Início de ano, novas intenções
depois do balanço, projecções
ano para novas metas alcançar
mãos à obra que já se faz tarde
enquanto o estímulo 'inda arde
para o entusiasmo não s'apagar
Entremos desde logo em acção
lapiseiras em riste e inspiração
libertem esses génios criadores
vamos dar poemas ao ano novo
emitir na poesia a voz do povo
sendo escrutinados p'los leitores
Façamos odes aos sentimentos
alegremos p'los padecimentos
pintemos com letras as alegrias
criemos mundos da nossa lavra
dando uma vida a cada palavra
exultemos pelas nossas poesias
depois do balanço, projecções
ano para novas metas alcançar
mãos à obra que já se faz tarde
enquanto o estímulo 'inda arde
para o entusiasmo não s'apagar
Entremos desde logo em acção
lapiseiras em riste e inspiração
libertem esses génios criadores
vamos dar poemas ao ano novo
emitir na poesia a voz do povo
sendo escrutinados p'los leitores
Façamos odes aos sentimentos
alegremos p'los padecimentos
pintemos com letras as alegrias
criemos mundos da nossa lavra
dando uma vida a cada palavra
exultemos pelas nossas poesias
sábado, 30 de janeiro de 2010
Falta de valores
No mundo, o que mais se enxovalha
é o suor do pobre povo que trabalha
e o rubro sangue por ele derramado
a mesquinhez é vista como medalha
honra é uma máscara feita de palha
o mau carácter chega a ser ensinado
A mentira tem alto valor no mercado
o embuste é permitido e incentivado
intrujar já é uma rede de larga malha
a falsa argúcia é um poder instalado
o Zé-povinho trabalhador é ignorado
que apenas se respeita quando calha
E quando a garganta colectiva ralha
ao desvalido não há quem lhe valha
seu grito é imediatamente censurado
morre a questão enquanto acendalha
castiga-se o espírito a fio de navalha
e o resto do mundo olha para o lado
Aconselho todos os amigos e amigas que me visitam a lerem este artigo sobre poesia que hoje apareceu no DN. A nossa querida MARIA PAULA RAPOSO é uma das figuras da poesia portuguesa contemporânea referenciadas.
é o suor do pobre povo que trabalha
e o rubro sangue por ele derramado
a mesquinhez é vista como medalha
honra é uma máscara feita de palha
o mau carácter chega a ser ensinado
A mentira tem alto valor no mercado
o embuste é permitido e incentivado
intrujar já é uma rede de larga malha
a falsa argúcia é um poder instalado
o Zé-povinho trabalhador é ignorado
que apenas se respeita quando calha
E quando a garganta colectiva ralha
ao desvalido não há quem lhe valha
seu grito é imediatamente censurado
morre a questão enquanto acendalha
castiga-se o espírito a fio de navalha
e o resto do mundo olha para o lado
Aconselho todos os amigos e amigas que me visitam a lerem este artigo sobre poesia que hoje apareceu no DN. A nossa querida MARIA PAULA RAPOSO é uma das figuras da poesia portuguesa contemporânea referenciadas.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Fogo que arde
Amor é fogo que arde sem se ver
há muito tempo que eu oiço dizer
e ainda não sei se hei-de acreditar
o fogo queima, sinto o corpo arder
é dor que sinto, nada disto é prazer
por amor ninguém merece queimar
Amor é fogo que arde sem se ver
mas eu vejo o meu coração arder
e a minha alma está a acompanhar
esta dor estou decidido a combater
não vejo quem me possa socorrer
e este incêndio consiga apaziguar
há muito tempo que eu oiço dizer
e ainda não sei se hei-de acreditar
o fogo queima, sinto o corpo arder
é dor que sinto, nada disto é prazer
por amor ninguém merece queimar
Amor é fogo que arde sem se ver
mas eu vejo o meu coração arder
e a minha alma está a acompanhar
esta dor estou decidido a combater
não vejo quem me possa socorrer
e este incêndio consiga apaziguar
domingo, 10 de janeiro de 2010
Sonhos
É o sonho que comanda a vida
esta sentença há muito sabida
nunca perde a sua actualidade
mas não te guies pelos sonhos
viverás muitos dias tristonhos
nem todos eles viram realidade
Podes sonhar uma vida melhor
para ti e os que estão em redor
sonhos solidários e de amizade
podes ir à luta pelo que sonhas
mas p'lo sonho não t'imponhas
atinge-os com sã naturalidade
Não deves apartar a esperança
nem tampouco a tua confiança
há sonhos que te dão felicidade
e naqueles que vais concretizar
só tens de saber como saborear
ou o sonho é apenas banalidade
esta sentença há muito sabida
nunca perde a sua actualidade
mas não te guies pelos sonhos
viverás muitos dias tristonhos
nem todos eles viram realidade
Podes sonhar uma vida melhor
para ti e os que estão em redor
sonhos solidários e de amizade
podes ir à luta pelo que sonhas
mas p'lo sonho não t'imponhas
atinge-os com sã naturalidade
Não deves apartar a esperança
nem tampouco a tua confiança
há sonhos que te dão felicidade
e naqueles que vais concretizar
só tens de saber como saborear
ou o sonho é apenas banalidade
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Tu partiste
Tu partiste para longe de nós, irmã
tentando dar brilho ao teu amanhã
estás longe mas... no nosso coração
tentas um rumo, lanças a tua sorte
mas nós sabemos o quanto és forte
e compreendemos bem a separação
Tu partiste e deixaste aqui saudade
foste em busca duma oportunidade
iniciaste a tua Odisseia, boa viagem
neste que é o teu dia de aniversário
digo-te que contigo estou solidário
eu sei que és uma mulher coragem
Tu partiste para essa ilha dos bifes
onde pensam qu'os tugas são naifes
mostra-lhes o que é a raça lusitana
os antigos derrotaram o Adamastor
no teu sangue corre luso esplendor
tenho orgulho de ti, querida mana
Este poema é dedicado à minha irmã Fernanda que está a viver em Inglaterra e que hoje celebra o seu 35º aniversário. Nanda muitos parabéns, amamos-te muito.
*para quem não sabe, nós os europeus continentais chamamos "bifes" aos ingleses pelo seu ar emproado como se fossem carne de qualidade superior.
**para quem não sabe, a palavra "tuga" é gíria que identifica os portugueses
tentando dar brilho ao teu amanhã
estás longe mas... no nosso coração
tentas um rumo, lanças a tua sorte
mas nós sabemos o quanto és forte
e compreendemos bem a separação
Tu partiste e deixaste aqui saudade
foste em busca duma oportunidade
iniciaste a tua Odisseia, boa viagem
neste que é o teu dia de aniversário
digo-te que contigo estou solidário
eu sei que és uma mulher coragem
Tu partiste para essa ilha dos bifes
onde pensam qu'os tugas são naifes
mostra-lhes o que é a raça lusitana
os antigos derrotaram o Adamastor
no teu sangue corre luso esplendor
tenho orgulho de ti, querida mana
Este poema é dedicado à minha irmã Fernanda que está a viver em Inglaterra e que hoje celebra o seu 35º aniversário. Nanda muitos parabéns, amamos-te muito.
*para quem não sabe, nós os europeus continentais chamamos "bifes" aos ingleses pelo seu ar emproado como se fossem carne de qualidade superior.
**para quem não sabe, a palavra "tuga" é gíria que identifica os portugueses
Subscrever:
Mensagens (Atom)


